quarta-feira, 24 de abril de 2013

New York City: onde comer

Este post além de lhe dar ótimas dicas onde comer em New York,  fará um relato do nível atingido pela a "fast food industry" nos Estados Unidos, que tem como um dos expoentes máximos a cidade de New York. Antes da minha viagem eu fiz um levantamento, não exaustivo, do mais representativo da  fast food na Big Apple.

A seguir são listados os restaurantes visitados baseados nos tipos de comidas ofertadas. Clicando nos links você terá maiores informações sobre eles.

Para começar, nada mais americano do que o hamburger.  Se você pesquisar no Google por "the best hamburger in New York", você encontrará diversas listas com as suas preferências, mas com certeza sempre estarão alguns dos restaurantes citados a seguir. E provavelmente você terá também o seu favorito, não somente para hamburgueres, mas para os outros tipos de comida.  Eu visitei, e provei, esta iguaria yankee nos seguintes restaurantes: Corner Bistro, Five Guys, Shake Shack, Nathan's, PG Clarke's, Five Napkins, Wendy's e Burger Joint.

Hot dogs  é no Crif Dogs , Papaya King e, naturalmente, no Nathan's.

Para o sanduíche de pastrami, eu fui atrás do mais famoso: Katz's. No Chinatown, numa experiência surreal, eu conheci o dim sum  do restaurante Jin Fong. O Philly Cheesesteak  é encontrado no Carl's Steaks. 

Reuben Sandwich (em breve) você encontra no Elisenberg's Sandwich Shop. 

O melhor cheesecake  fica no Junior's. Os famosos cupcakes são encontrados na Magnolia Bakery, Crumbs e na Baked by Melissa. Para as melhores pizzas , visitei o Grimaldi's, Lombardi's e o Joe's Pizza.

Bagels  é no Murray Bagels. Doughnuts  é no Doughnut Plant. Para saladas e wraps no incrível Just Salad . E para Chili's Bolws vá ao Dallas BBQ.

Não poderia ficar de fora este que um dos mais cultuados sanduíches do momento em NY, o vietnamita Bánh Mì.

Naturalmente as comidas de rua, os famosos food trucks, são um capítulo a parte e terão uma abordagem única.

Um ponto importante quando se come num restaurante é o pagamento da gorjeta, veja aqui, detalhes da sua conta.

Para finalizar, mas não menos importante, e certamente muitas vezes mais baratos, são os supermercados , onde você poderá comprar a sua comida.

Veja que estas sugestões são apenas a ponta do iceberg do que New York pode ofertar. O interessante desta história toda é descobrir lugares novos para comer, e com certeza comidas novas também. Há vários sites que nos dão muitas dicas. Neste link , algumas indicações e um exemplo prático de um restaurantes encontrado após uma pequena pesquisa e ler algumas reviews -um 'restaurante' chinês para comer um dos melhores e mais baratos dumplings de NY.

Algumas considerações:

Uma das visões mais impressionante da cidade de New York é a quantidade de restaurantes pelas ruas da cidade - algo absurdo. Tentei investigar um pouco mais e descobri dados realmente interessantes.

The Health Department (a Saúde Pública deles) inspeciona 24.000 restaurantes por ano, dando-lhes uma pontuação que irá determinar, do melhor para o pior, qual será a classificação de cada um, A, B ou C. Esta classificação é baseada fatores tais como: desde o armazenamento da comida na temperatura correta, servir uma salada somente após lavá-la e o nível de limpeza dos utensílios de cozinha, entre muito outros. Para você ter uma idéia restaurantes famosos também ganham classificações nada desejáveis. O restaurante do bluesman B.B .King, B.B. King Blues Club Grill foi agraciado com um B.
Alguns restaurantes para disfarçar que ganharam um B, utilizam o seguinte artifício - completam com algumas letras, após a classificação do restaurante, formando assim uma palavra. Um restaurante ganhou um B e assim indicou em sua vitrine: BEST. De best somente a cara de pau do dono.

Se este assunto lhe interessou eu lhe recomendo o ótimo livro Fast Food Nation: The Dark Side of All-American Meal de Eric Schlosser , que embora tenha sido escrito em 2001, com um posfácio do autor em 2011, ainda é muito atual. Com certeza, após lê-lo, você terá uma visão diferente deste mundo do fast-food. Este livro que ficou entre os 100 melhores livros de não-ficção do New York Times.

Abaixo algumas informações que você encontrará nele:
- como tudo começou, deste um carrinho de hot dog a redes mundiais.
- o maior lucro do McDonald's não vem dos Big Macs, mas sim do aluguel de imóveis.
- a  manipulação das crianças para tornarem-se clientes fiéis, inclusive com contratos do Burger King e Pizza Hut com escolas.
- Por que a batatinha é tão boa? A manipulação química dos alimentos - cheiros e gostos.
- o efeito nocivo da fast-food, não apenas obesidade, diabetes, etc -, mas nas condições de trabalho absurdas nos restaurantes, abatedouros e frigoríficos.
- a exploração da mão-de-obra barata dos imigrantes e a grandes corporações destruindo as pequenas empresas.
- não queira saber como é a carne que você come.
- a influência da fast food e da cultura americana na sua vida aqui no Brasil.



B para B.B. King




Quem escolhe o tamanho da bebida que você compra?


sábado, 16 de março de 2013

Metrô de New York City

Primeira coisa que você irá notar ao chegar no metrô de New York é que ele é diferente do de Londres, Paris, Barcelona, etc. Consequentemente, esqueça os metrôs que você conhece e aprenda a utilizar o subway da Grande Maçã. Não quero dizer que sua experiência será inútil , mas veja-o numa perspectiva diferente. Entenda-o como várias linhas de trem que vão para norte-sul e leste-oeste e muitas vezes se interligam. Vamos ao passo a passo:

Compra do bilhete:
Geralmente, como em todo o metrô, há diversos tipos de bilhetes - deste uma passagem simples ($2.75) até os cartões para viagens ilimitadas por um determinado período.
Imaginando que você irá ficar no mínimo uma semana, para ter uma breve noção da cidade, a melhor opção será o cartão (MetroCard) para viagens ilimitadas para uma semana o 7-Day Unlimited Pass, que custa $30. No site oficial do metrô de New York você encontrará mais informações sobre este e outros bilhetes. Compre-o nas máquinas nas estações de metrô. Não esqueça de pegar o seu recibo (receipt), pois caso seu cartão dê algum problema, você irá utilizá-lo. Caso você vá ficar mais de uma semana, você pode recarregar o seu cartão, pois para cada cartão novo é cobrada uma taxa de U$1,00. Na própria máquina que você comprou o seu cartão você fará a recarga, sigas as instruções na tela.


 O video How to navigate the subway,  em inglês, nos mostra como usar o metrô, bem como a maneira de comprar o seu MetroCard.  Novamente no Viaje da viagem você encontrará muitas informações detalhadas sobre o metrô de New York.

Dicas importantes de como usar o metrô:
- mapa, não sai de casa sem ele - pegue-o no seu hotel ou nas estações.
-  sempre tomando como referência onde você está, se você for para norte é Uptown, se você para o sul é Downtown. Antes de entrar na estação veja se ela é uptown ou downtown, caso não tenha esta informação, a estação servirá para as duas opções.
- suponha que você precisa pegar o metrô na 23rd St,se você olhar no mapa irá verificar que ela fica em 5 locais diferentes, dependendo da linha que você irá necessitar. Não é uma estação com todas as linhas. Por exemplo se você quer pegar a linha 1 (vermelha) você deverá ir a estação 23rd St. da rua 23rd com a 7Ave., mas se você quiser pegar a linha 4 (verde), você deverá ir a estação 23rd St. da rua 23rd com a Park Avenue. Normalmente as pessoas não se referem às linhas pelas cores, mas pelos números ou letras.
- há dois tipos de train (assim que o metrô é chamado) o local e o express, que param, respectivamente em todas as estações e somente algumas estações. Eles são indicados no mapa com uma bolinha branca para  estações onde param o local e o express, e uma bolinha preta para somente o local.
- em muitas estações há painéis digitais que informam se o trem que está vindo é local ou express.
- se você entrou numa estação downtown, mas mas quer ir uptown, muitas vezes não adianta mudar de lado da plataforma, você terá que sair da estação e caminhar até a estação uptown, que será no outro lado da rua, ou a algumas quadras, portanto verifique antes de entrar. Para evitar fraudes a MTA programou o uso de um cartão na mesma estação para intervalos que variam de 18 à 60 minutos. A idéia é evitar que uma pessoa compre um cartão para uso ilimitado durante um período, entre na estação e depois passe para alguém usá-lo também. Portanto, preste atenção quando entrar na estação, pois se tiver que sair para ir para direção certa, talvez que esperar um bom tempo para reutilizá-lo.

Verifique antes de entrar se é Uptown ou Downtown




Lembre-se também que o metrô não é somente para você se locomover pela cidade, há muitas coisas interessantes acontecendo lá.

Ebony Hillbillies




Na 14th Street - 8th Avenue Station há o trabalho de Tom Otterness chamado Life Underground.








domingo, 3 de março de 2013

New York City: transfers

Chegando de avião em New York, você provavelmente descerá em um destes dois aeroportos La Guardia (LGA) ou John F. Kennedy International (JFK). Como eu cheguei no JFK, lhe contarei minha experiência para it até ao meu Hotel. Na realidade eu fiz o básico do básico, ou seja, peguei um táxi oficial amarelo no ponto de táxis do aeroporto. Mas tenha em mente que há diversas opções para fazer este trajeto, e mais baratas que esta. No excelente site Viaje na viagem de Ricardo Freire você encontrará todas opções.


Vindo do Brasil e chegando no JFK, você irá descer no Terminal 4, após passar pela imigração e pegar suas malas dirija-se para a saída, lá você verá os táxis oficiais amarelos, vá para fila onde você receberá um cartão com as informações de seu táxi. Neste cartão há taxi medallion que é o n.º de identificação de seu carro - no meu caso 5J53, a data e o terminal que você está. Na parte de trás deste cartão há todas as informações de tarifas. A taxa do JFK para qualquer lugar em Manhattan é fixa (flat fare) U$ 52,00, você terá que pagar também uma taxa ( NY State Tax Surcharge) U$0,50, e pedágio (tolls) aprox. U$6,50 e 15 a 20% de gorjeta (tips). Resumindo, aproximadamente U$ 68,00. Esta é a tarifa pela viagem de até 4 passageiros com a quantidade de malas que couber no porta-malas. Então, lembre-se, não é cobrado por passageiros e nem por malas.

 Portanto dividindo esta tarifa por 4 passageiros (U$17), verifica-se que vale a comodidade de se pegar um táxi. Diferente de Londres, os taxistas não sabem todos os endereços de NYC, sendo assim, informe o hotel, ou local que você irá ficar e dê como referência a interseção das ruas próximas, por exemplo, 7th ave. and 23rd street. Normalmente os passageiros se sentam no banco de trás e apenas informam o seu destino após entrar no veículo. Eu paguei minha viagem em dinheiro, mas para alguns táxis é possível pagar com cartão - haverá um terminal voltado para os bancos de trás para o pagamento, não se esqueça da gorjeta.


Há um serviço para cadeirantes (24/7) também, visite o site oficial  Acessible dispatch.


Para voltar para o aeroporto não é possível telefonar para uma táxi oficial, você poderá pegá-lo nas ruas, mas com muitas malas não é muito viável. Como opção você poderá utilizar os serviços das empresas de car-service CarmelLimo ou Dial 7, as mais conhecidas. Naturalmente há muitas outras. No meu caso eu solicitei na recepção de meu hotel um carro compatível com o n.º de passageiros e malas que eu estava levando (e eram muitas) - o preço saiu quase igual.


Caso você tenha quaisquer reclamações, objetos perdidos ou elogios,  ligue 311 (NYC Taxi&Limousine Comission), por isso é bom guardar o taxi medallion.



taxi medallion

táxis oficiais amarelos


sábado, 16 de fevereiro de 2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um flâneur pelas ruas de Budapeste

Váci utca (rua Váci) era a estrada que conectava Pest à cidade de Vác. Esta é a rua principal da cidade, exclusiva para pedestres, portanto o melhor que você pode fazer é caminhar bastante para conhecer as suas atrações, por exemplo o Mercado Central, a loja de departamentos Fontana, a estação de metrô Vorosmarty tér, em suma, passear, comer, beber, comprar, admirar.




O Mercado Central. Visitá-lo sempre é uma boa experiência, entre num mundo de cores e cheiros típicos do país, no andar superior stands com souvenires.

 



A Dohány Synagogue (Grande Sinagoga) é a maior da Europa. Construida no estilo bizantino em 1854-59 tem uma capacidade para mais de 3 mil pessoas. Abriga, também, o Museu Judeu e no seu pátio atrás, um memorial para o Holocausto.







A Basílica de St Stephen's é uma das maiores atrações de Budapeste. Vista de fora, de seu interior e de cima proporciona um espetáculo inesquecível. (review do Frommer's)










Após visitar a Basílica, bem pertinho, na rua de trás, na 7 Bajcsy-Zsilinszky út , você encontrará o lugar ideal para repor as suas energias - o Duran Szendvics. Uma pequena lanchonete com mini-sanduiches de diversos sabores (presunto, ovo, salmão, pepperoni, etc), com preços ridiculamente baratos, o de caviar, provavelmente o mais caro, custava 1 euro. No verão, com uma limonada gelada é melhor ainda.













OK, um flâneur não deve se limitar as ruas de uma cidade, pois um passeio de barco pelo Danúbio é um passeio imperdível, a dica é fazê-lo no final da tarde, pois assim você o usufruirá melhor, o fará parte de dia e parte a noite, com pontes, castelos e monumentos iluminados. Existem várias empresas que fazem este passeio. Uma das mais conhecidas é a Legenda. Evite os que incluem música, jantares, etc. Realmente não vale a pena - afinal, você está lá para curtir a paisagem.





Chain Bridge foi a primeira ligação permanente entre Buda e Pest. O seu nome vem das gigantescas correntes de suas torres. No verão é fechada aos finais de semana quando são realizados eventos culturais.








Cruzando a Chain Bridge (a pé) , um ótimo passeio é pegar o Funicular para passear em Buda e desfrutar de vistas espetaculares.



Budapest 7-day travel card não vale aqui, você terá que comprar o seu ticket.


















Mátyás Church, a igreja original foi destruída em 1241 e parte nova foi construida de 1255/69. Seus telhados muticoloridos construidos entre 1950/70, após destruição dos originais pelo bombardeio soviético no cerco a Buda em 1944/45.







Na Andrássy út 39, em Pest você irá encontrar a livraria Alexandra, mas a grande surpresa é o Café no andar superior. Ele é decorado lindos lustres e o teto com a pintura de Károly Lotz, o mesmo que decorou alguns ambientes no Parlamento.











Na  Vaci útca 50 é o lugar para comprar chapéus, cachecóis e tops - a boutique Valeria oferece muito mais que produtos, oferece pura arte.




Valéria Fazekas


Se estiver perdido é só ler as placas.