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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Anne Frank Huis - mais que do uma história


Em 1933, Anne Frank tinha 4 anos quando Hitler ascendeu ao poder e começou uma política anti-semita. Ela e sua família, de origem judaica, moravam na Alemanha e mudaram-se para os Paises Baixos em busca de segurança. Em 1940, os alemães invadiram a Holanda e implementaram medidas para dificultar a vidas dos judeus. Em 1942, a família Frank (Otto Frank, sua mulher Edith, Anne e a sua irmã Margot) mudou-se para um esconderijo na parte dos fundos da casa (o Anexo) onde era o escritório de Otto Frank. Mais tarde, mais quatro pessoas se juntaram a eles. Eles viveram escondidos por cerca de dois anos, até serem denunciados à polícia e deportados para campos de concentração.
Durante todo o tempo que viveu no Anexo, Anne Frank escreveu um diário sobre a sua vida no esconderijo, seus pensamentos, seus sentimentos de isolamento e a angústia e o medo permanente de serem descobertos.
Anne Frank morreu de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen em 1945, aos 16 anos.

O diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947 e foi traduzido para mais de 65 línguas.

A Casa da Anne Frank fica em Amsterdam e lá você poderá ter uma percepção de como era a vida das pessoas que lá viveram na clandestinidade, bem como, daqueles que os ajudaram, arriscando, assim, as suas próprias vidas.

Bom, esta é apenas a primeira parte da sua visita (clique e faça uma visita virtual), pois a Casa da Anne Frank, tornou-se também, além de um museu, um centro para a defesa dos direitos humanos e na luta contra preconceitos e discriminações, com atividades educativas, inclusive com exposições itinerantes pelo mundo - recentemente esteve em São Paulo (clique e veja o vídeo).

Um projeto que esta sendo desenvolvido pela Casa Anne Frank, chama-se Free2choose, ou seja, liberdade para escolher. Logo após a sua visita, você encontrará um pequeno auditório onde estarão sendo mostrado 10 clips - ou pequenos filmes- sobre os seguintes temas: direitos humanos, direitos constitucionais, sociedades multifacetadas, não-discriminação, liberdade de expressão, liberdade religiosa, direito a privacidade, direito de demonstração (relacionado a se reunir a outras pessoas e poder expressar-se), liberdade de imprensa e outros tipos de direitos e liberdades.
Estes vídeos são altamente polêmicos e nos fazem realmente pensar sobre estes conceitos. Mas isto não basta, após cada vídeo há vários controles no auditório para que você exprima a sua opinião (sim/não) em relação aos temas apresentados nos filmes. Logo após ao tempo de votação, mais ou menos um minuto, sai a votação do auditório e depois de todos os visitantes do mês/ano. O que é interessante notar, lembre-se o voto é anônimo, é que temos muitas surpresas - muitas vezes uma platéia com quase 100% de jovens tem opiniões altamente conservadoras.

Entre no site oficial, disponível em diversas línguas, para informações para visitas - lembre-se de comprar o ingresso antecipadamente pela internet para evitar as filas gigantescas.
foto de Anne Frank: wikipedia

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Museumplein - não saia de lá sem vê-los

Isto é, a Praça dos Museus - lá entre outros você encontrará o Museu do Van Gogh e o Rijksmuseum. Informações para visitá-los, como horários, preços, como chegar, sempre é melhor ir ao site oficial - clique nos links acima.

O Museu do Van Gogh não requer apresentações, mas é importante mencionar que ele abriga a maior coleção dos trabalhos do autor no mundo - mais de 200, com muitas obras-primas.
No Rijksmuseum você irá encontrar Rembrandt, Vermeer, Steen, Hals entre outros. Sempre há, também, exposições temporárias, neste inverno 09/10 , o convidado é Avercamp - o mais importante pintor das paisagem de inverno da Holanda do século 17.

Ambos museus são imperdíveis. Dica importante, verifique nos sites oficiais como comprar os ingressos pela internet - você não quer passar momentos preciosos de suas férias na fila, não é?

Assunto delicado agora - quando você for nestes museus, você será orientado para não tirar fotos. Na verdade, em muitos museus, galerias e igrejas pelo mundo você ouvirá esta solicitação. O quê você deve fazer - afinal, você atravessou o oceano e... depois é apenas uma foto. Simples, direto e claro - você não irá tirar fotos.
Não é uma estatística oficial, mas os americanos, os japoneses e, diríamos, com menção honrosa, os brasileiros são os campeões em burlar tais orientações.
Qual seria o motivo mesmo?
- cara eu sou esperto, deixei minha câmera no guarda-volumes, mas tenho o meu celular, o guardinha vacilou e eu tirei esta foto, na verdade não lembro direito o museu mesmo , mas era de um cara bem famoso.

Por motivos óbvios não tenho fotos destes museus.


Museumplein

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Amsterdam: Canal cruise

Muitas cidades européias são cortadas por um rio e em Amsterdam isto não é diferente. Lá o rio Amstel corta a cidade com inúmeros canais. Existe também uma represa (dam) neste rio - daí o nome da cidade: Amstel+dam.
Pensando nisto, uma ótima maneira de se conhecer uma cidade é através de passeios de barcos. Em Amsterdam há várias empresas e tipos de passeios de barcos - com música, com jantar, com drinks entre outras opções. Naturalmente, com diferentes preços e percursos. Uma opção é o Blue Boat Company, que para o 'city canal cruise', que é um passeio de 75 minutos, custa 14 euros para adultos e 7,5 euros para crianças. Não se preocupe, no inverno, estes barcos têm calefação.


estes são os barcos

let's go
uma diferente perspectiva

muitas surpresas pelo caminho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Amsterdam: Vondelpark


O mais famoso parque da Holanda está em Amsterdam. Mais de 10 milhões de visitantes vêm todos os anos para usufruir dos lagos, cafés, parquinhos para as crianças, passeios de bicicleta, concertos ao ar-livre ou apenas sentar na grama e não fazer nada.
Mas este parque tem uma magia toda especial, também, no inverno. Muita neve, lagos congelados e no meio de um passeio nada como uma parada estratégica para um chocolate quente.



tudo congela

(sempre) tem uma bicicleta no meio do caminho

as vezes, parece que você está num filme

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Amsterdam: Albert Cuyp

Este é o nome do mercado de rua mais famoso da Holanda. Deste 1905 nas ruas de Amsterdam, devido as influências de imigrantes marroquinos, surinamesos, turcos e antilhanos ele apresenta uma grande diversidade cultural. Lá você irá encontrar uma grande variedade de produtos - peixes, o famoso arenque holandês, frutas e verduras, queijos, roupas, cosméticos entre outras coisas. Ele é aberto de segunda a sábado. Também é lugar para descobrir, nas ruas adjacentes, ótimos restaurantes étnicos, com preços bem accessíveis.

Não deixe, também, de provar o Stroopwafel - que é um waffle de caramelo, típico holandês. Você pode também comprá-lo nos supermercados, ou mesmo no free-shop, em latas incrementadas para dar de presente. E acredite, há até mesmo uma técnica especial para comê-los. Segundo os especialistas, você deve deixá-lo alguns minutos sobre a xícara de café, para que o caramelo amoleça, daí .. é só se deliciar.
Nas ruas do mercado você encontra de tudo um pouco.

o quê eles vendem mesmo?



terra das tulipas


tamancos, mas estes são pantufas


queijos - o famoso gouda

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amsterdam: onde comer 2 ...

... ou ainda sobraram alguns euros. A dica é ir comer uma panqueca (creio que apenas uma será suficiente, pois elas são enormes) no "The Pancake Bakery". Ele é perto de uma atração imperdível de Amsterdam, o Museu da Anne Frank. O museu fica na Prinsengracht, 267 e o restaurante fica no 191.

No menu há uma diversidade enorme de panquecas - doces, salgadas, com uma grande variedade de ingredientes, também oferecem omeletes gigantes - no total, mais de 75 tipos diferentes entre omeletes e panquecas. Há, também, menu para crianças e bebidas, alcoólicas ou não. Clique no link menu para ver todas as opções. O preço de uma "super" panqueca é ao redor de 10 euros. A título de curiosidade ou para os que gostam de celebridades, a Paris Hilton e Alicia Keys já fizeram uma boquinha por lá.

vale alguns euros a mais

domingo, 31 de janeiro de 2010

Amsterdam: onde comer

Se bater aquela fome e você não tiver muitos euros para liquidá-la, existem ainda algumas opções. Um dos lugares para visitar é o Febo. Existem em vários endereços em Amsterdam. O forte dele são os croquetes, mas você encontrará, também, sanduíches, sorvetes e batatas fritas. Um croquete custa €1,40. É tipo self-service, há um grande painel em cada loja com pequenas gavetas onde se encontra o produto quentinho, ao lado há uma ranhura onde você coloca as moedas. Caso você não tenha troco, há em cada loja uma máquina onde você pode trocar notas e moedas por valores menores.

Outra opção é o Wok to Walk, isto é, comida chinesa. Clique no link e veja onde encontrá-lo e o cardápio completo. Você escolhe a sua refeição em três passos. Primeiro você escolhe a base - arroz, massas ou vegetais. Segundo, você acrescenta os ingredientes - carne, frango, camarão, etc. E finalmente, você escolhe o molho, picante, curry, ostras, etc. Uma refeição sai por €4,90. Todos os refris custam €1,70.






Batatas fritas, nas ruas, são também uma boa idéia. Elas são deliciosas, diferentes das brasileiras. Geralmente são acompanhadas com maionese. Há outros molhos também. Elas vem num cone de papelão e com um garfinho de plástico, que será muito útil para pegar as últimas no final do cone. A porção pequena é maior que a porçao grande do McDonald's. Elas custam em geral €3. Segundo os experts, a melhor é a Vlaamse Frites. Ficará a seu encargo descobrir.
Outra opção, bem interessante, devido a diversidade de produtos, é visitar Albert Heijn, rede de supermercados. Lembre-se que os holandeses são famosos por seus lacticínios. Imagine, então, a qualidade dos iogurtes e queijos, lembra-se do queijo gouda, é de lá. Não esqueça passar na seção de cervejas, lembra-se da Heineken, também é de lá.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Transporte em Amsterdam

Esta postagem ficará como um relato histórico de como era o transporte em Amsterdam. Entre no link da GVB e veja as opções de transporte para turistas.

Existem diversos tipos de transporte público em Amsterdam, o bonde (tram), os ônibus e o metrô. Creio que a melhor opção, naturalmente além de andar e pedalar, é o bonde. Das diversas variedades de tickets, a melhor escolha é o "strippenkaard", caso você queira conhecer outras opções visite o site da GVB. Este cartão vem em duas opções com 15 espaços e com 45 espaços. Você pode comprá-lo nos quiosques de informações, correios e lojas em geral, tem que ir perguntando, pode chamá-lo também em inglês de "strip ticket".

Em posse de seu strippenkard vamos a parte mais emocionante, usá-lo. Para cada viagem você deve validá-lo, isto é carimbá-lo. Isto será feito pelo condutor do bonde ou ônibus (onde ele pode ser usado também), e caso não tenha condutor, você deverá fazê-lo nas máquinas amarelas existentes no veículo. Caso você "esqueça" de carimbá-lo, poderá pagar uma multa de 30 euros. Como eu disse este cartão tem 15 ou 45 espaços (depende da sua escolha). Se você fizer uma jornada dentro de uma zona, a cidade é divida em zonas, você pulará uma linha e carimbará a próxima. Caso sejam duas zonas, pulam-se duas linhas e depois carimba. Parece um pouco complicado e é mesmo. Como normalmente a maioria das atrações está dentro da zona central, o padrão será pula uma linha e carimba a próxima. Outra maneira é informar o condutor aonde você quer ir e deixá-lo carimbar. Caso você não consiga pronunciar o endereço, mostre-o por escrito, por exemplo, "STADHOUDERSKADE". Cada carimbada (dentro das zonas 1 a 3) vale por uma hora, período o qual você pode mudar de bonde ou ônibus quantas vezes quiser.

Os preços para 2010 são para 15 strips 7,60 euros e para 45 strips 22,50 euros. Você pode comprar tickets individuais na própria condução, mas além de ser mais caro em relação ao strip ticket, não tem toda a emoção acima descrita.


não perca o bonde

domingo, 24 de janeiro de 2010

Amsterdam: Schiphol e compras

Sua chegada, por avião, em Amsterdam, será no simpático aeroporto Schiphol. Para ir para cidade pegue o trem para a Central Station. Embora você possa comprar o bilhete nas máquinas é mais prático na bilheteria (€0,50 mais caro), pois algumas máquinas não aceitam notas e talvez você não tenha moedas suficiente. O bilhete single trip (ida) custa €3,80 (2nd class), não compre de 1st class pois dá no mesmo e a viagem demora menos de 20 minutos. Para ir para Central Station (CS) embarque nas plataformas 1, 2 ou 3. Da CS para o aeroporto, as plataformas são as 13, 14 e 15. Preste atenção no seu trem para a Central Station, ele trará escrito Amsterdam CS, não pegue o WTC-ZUID ou o RAI que vão para outras bandas.

Embora muitas viagens não tenham o propósito consumista, uma visita ao free-shop do Schiphol, pode valer, muito, a pena. Veja alguns produtos em oferta neste verão (julho/11):

Ray-Ban New Wayfare € 89; Bolsa feminina Diesel € 109; câmera fotográfica Sony DSC-W530 € 99; Canon Powershot A2200 € 89; filmadora Sony DCR-SX45 € 189; GPS Tom Tom Via 110 Europe € 144;  Freixenet Corson (espumante espanhol) duas garrafas por € 12.45; todas estas bebidas, duas garrafas por € 27, Bailey's Original, Smirnoff Red, Gordon's, Johnnie Walker Red, Captain Morgan Spiced Gold. Para a criançada, ou não, M&M ou Maltesers (pacote tamanho família) três por € 12.90.

Clique no link a seguir e vejas outras ofertas do Schiphol Shopping.

Schiphol



sábado, 23 de janeiro de 2010

Amsterdam: Sexo, drogas e ... bicicletas

Primeira parada, Amsterdam (com 'm' mesmo). Sexo, o famoso Red Light District (distrito da luz vermelha); drogas, os coffeeshops e bicicletas são bicicletas mesmo, tal como as conhecemos no Brasil.
O Red Light District é uma área perto da Central Station (uns 10 min. caminhando) com inúmeras ruelas, onde em pequenos quartos prostitutas oferecem os seus serviços. Estes quartos ficam diretamente para a rua, como vitrines. Lá as meninas, em trajes miúdos, se exibem para os potenciais clientes. Na região há, também, sex shops, museu do sexo, museu da cannabis e outras atrações do gênero. A prostituição é legalizada na Holanda e esta área não tem aquela atmosfera de submundo. Na verdade, sempre esta cheia de turistas. Aviso importante: não tire fotos das meninas, ao menos que você queira buscar a sua camera, quebrada, no fundo do canal. NO PHOTOS!

Coffeeshops (escrito como uma palavra mesmo) é onde você vai encontrar maconha e haxixe para consumo no local - é tudo legalizado. Como, por lei, é proibido fazer propaganda sobre a venda de drogas, estes estabelecimentos usam artíficios para anunciar que estão no ramo. Imagens do movimento rastafari, reggae e da bandeira (ou cores dela) da Etiópia são as alternativas. Mas, convenhamos, atravesar o oceano para ficar num bar fumando um baseado, não parece muito inteligente - o mundo está andando lá fora.

Bicicletas. Amsterdam é uma das cidades mais receptivas às bicicletas no mundo. Devido a sua geografia, isto é, por ser plana e também às restrições ao uso de carros, principalmente no centro da cidade - existe uma cultura do ciclismo. Ela abrange todas as classes sociais. Não pense, porém, que são bicicletas estilo "mountain bike" de alumínio com 21 marchas. A grande maioria é de bicicletas usadas. Acredite, o roubo de bikes é gigantesco por lá. Por isto a recomendação dos locais é, invista mais nos cadeados e correntes do que na sua bicicleta. Recomendo ler o artigo(em português) sobre elas no site Ducs Amsterdam. Não deixe de clicar em "15 detalhes típicos da Holanda". Na verdade, este é um excelente site sobre a cidade.  Imperdível.                                                                                                                            


não importa o frio - bicicleta até para levar as crianças para passear